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sábado, 4 de outubro de 2014

ADORE COMO UM SÓ CORPO – Parte 1



O salmista declara:

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”
(Salmo 122.1)

As distrações do mundo, a teologia incorreta ou o pecado que habita em nós podem nos levar a perder de vista o motivo pelo qual devemos estar alegres por nos reunirmos no Dia do Senhor. Podemos até começar a pensar que as devoções particulares são um substituto adequado, se não superior, às reuniões com a igreja.
Obviamente, tanto a adoração particular como a do Corpo são vitais para o nosso relacionamento com Deus. No entanto, há razões pelas quais o escritor de Hebreus nos advertiu para não seguirmos “o costume de alguns” de negligenciar o reunir-se com o corpo.
“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.(Hebreus 10.25)

Eis aqui oito razões para não deixarmos de nos reunir com os irmãos na célula ou no templo:

1ª) A obediência à Palavra de Deus
Enquanto Hebreus 10.25 afirma diretamente que não devemos deixar de nos reunir como igreja, o uso repetido da frase “quando vocês se reúnem”, por Paulo, em I Coríntios 11 e 14 indica que os crentes coríntios estavam se reunindo regularmente. Ele refere-se com frequência à igreja como a casa deste ou daquele, e podemos supor que ele não se referia à “igreja” como estrutura física, mas sim às pessoas que se reuniam regularmente naquela casa. Havia células nas casas dos cristão de Corinto.

2ª) O Espírito que trabalha por meio de outros
Devemos ser capazes de encorajarmos uns aos outros no Senhor através do estudo bíblico, oração e louvor. Mas Deus também ordena que o fortalecimento venha através de outras pessoas.
“Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós.”
(I Coríntios 12.21)
Ninguém tem todos os dons. Deus não pode edificar-me através de dons como a pregação, o encorajamento, a compaixão, a liderança e a fé a menos que eu esteja em comunhão com os irmãos para experimentar esses dons.

3ª) Servindo em Ação e Atitude
Quando eu louvo a Deus através da música, oro ou leio a Bíblia sozinho, eu abençoo a mim mesmo. Quando faço essas coisas com os outros, eu posso ser um canal da multiforme graça de Deus para eles.
“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
(I Pedro 4.10)
Meu semblante e envolvimento cheio de entusiasmo, bem como o desenvolvimento de meus dons espirituais, são todas maneiras pelas quais eu posso demonstrar às pessoas a dignidade do Deus que adoramos. Colossenses 3.16 nos diz que cantar é uma das maneiras de ensinarmos e aconselharmos uns aos outros. Isso requer mais do que cantar comigo mesmo com o meu iPod.
“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.” (Colossenses 3.16)

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PESSOAS EXTRAORDINÁRIAS


Todos nós admiramos alguém. Imaginamos que as pessoas que admiramos são possuidoras de características especiais. Mas na maioria das vezes estamos enganados. O que as torna admiráveis é justamente o fato de serem pessoas comuns, como eu e você. São pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias!
O que torna essas pessoas diferentes e admiradas é que elas se dedicam mais, se esforçam mais, trabalham mais, agregam valor, fazem a diferença!
O fato de reconhecermos que elas são pessoas comuns não diminui seu mérito; pelo contrário, aumenta. Sem possuir superpoderes, elas realizam coisas extraordinárias.
Extraordinário está além do comum, é algo mais profundo, de maior valor, portanto, exige maior busca e dedicação.
Desejando mais intensamente, utilizando nossa vontade de maneira criadora e agindo como vencedores, também podemos nos tornar pessoas extraordinárias!
Uma máquina pode substituir o trabalho de centenas de trabalhadores, mas não pode substituir uma só pessoa extraordinária!
Não espere por condições especiais para realizar coisas extraordinárias; o momento é agora e as condições são as que estão ao seu alcance.
Extraordinárias são as pessoas que se dedicam a fazer o comum tornar-se especial.
Torne-se uma pessoa extraordinária!

Carlos Hilsdorf


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POR QUE A IGREJA CANTA? – Parte 4




Continuação.

Nós cantamos para demonstrar e construir unidade
Cantar é uma maneira de demonstrar e construir unidade coletiva. Mais uma vez, não é difícil imaginar como Israel usou os salmos para demonstrar e construir a unidade de seus corações uns para com os outros. Alguns salmos deixam isso explícito:
[Chamado] “Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.”
[Resposta 1] “Diga, pois, Israel: “Sim, a sua misericórdia dura para sempre”.
[Resposta 2] “Diga, pois, a casa de Arão: “Sim, a sua misericórdia dura para sempre”.
[Resposta 3] “Digam, pois, os que temem ao SENHOR: “Sim, a sua misericórdia dura para sempre.” (Salmo 118.1-4) Veja também Salmos 124.1; 129.1; 136).
O salmista faz uma declaração, e então pede que três grupos de pessoas façam eco à sua declaração: a nação, os sacerdotes, e depois todos aqueles que temem a Deus (incluindo quaisquer estrangeiros e gentios em seu meio). As palavras “sua misericórdia dura para sempre” é a fonte da unidade, mas a poesia, e talvez a música, encorajam os corações das pessoas a abraçar, possuir e se regozijar nessa gloriosa verdade.
O contexto da ordem de Paulo para que cantem também é digno de nota:
“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo [...] louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Cl. 3.15-16).
Note a linha de pensamento: Devemos deixar a paz ser o árbitro, visto que somos chamados a um corpo. Devemos ser gratos. Devemos fazer tudo isso cantando juntos a Palavra de Cristo. Novamente, a Palavra é a fonte da unidade; mas a música dá expressão a essa unidade.
Sem dúvida, esse ponto pode ser combinado com o último. Cantar a Palavra de Deus é como uma congregação sintoniza seu coração ao longo de toda uma gama de afeições conduzidas biblicamente.
O que deve ser claro em todas as três razões para cantarmos é que cantar na igreja deve se tratar da igreja cantando — o canto congregacional. Talvez corais e solistas possam ser cuidadosamente usados para chamar a igreja a responder, assim como no salmo acima, ou como um exercício de “falar uns aos outros com cânticos”. Performances musicais fora do contexto da igreja reunida são maravilhosas. Mas Deus deu a música para a igreja reunida para que o povo junto possa possuir, afirmar, se regozijar e se unir a redor da Palavra de Deus. Muito melhor do que a doce harmonia de alguns cantores treinados é o grosseiro e vigoroso som de criminosos perdoados, se deleitando com uma só voz em seu Salvador.
O mais belo instrumento de qualquer culto cristão é o som da congregação cantando.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

POR QUE A IGREJA CANTA? – Parte 3



Por que cantamos?
Crentes cantam nas igrejas porque Cristo nos mandou cantar.

“Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações.Cl. 3.16

“...falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor,...” Ef. 5.19

E nós somos ordenados a cantar, como ouvi o ministro de música Bob Kauflin observar, porque Deus quer que criaturas criadas à sua imagem façam o mesmo que ele.

“O Senhor, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar. Ele se regozijará em você, com o seu amor a renovará, ele se regozijará em você com brados de alegria.Sf. 3.17

“Ele diz: ‘Proclamarei o teu nome a meus irmãos; na assembleia te louvarei’." Hb. 2.12

Contudo, deixe-me explicar melhor o que eu disse até agora articulando três razões pelas quais eu acho que Deus ordenaria ao seu povo que falassem um com o outro não apenas em prosa, mas em poesia e melodia.

Nós cantamos para possuir e declarar a Palavra
O ato de cantar é como a congregação possuir e declarar a Palavra pelo que ela é. Na Bíblia, cantar é uma maneira ordenada por Deus para os membros de uma congregação responderem à revelação de Deus. É como eles levantam a mão e dizem: “Sim, eu creio e afirmo essas verdades com todo o meu ser”. Por exemplo, o salmista manda que o povo de Deus proclame a Palavra de Deus a outros:

“Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia.” Sl. 96.2

Cantar a respeito da salvação de Deus significa que nós assumimos essa mensagem como nossa.

Nós cantamos para unir as nossas emoções à Palavra de Deus
Cantar é a maneira como a congregação particularmente une as suas emoções e afetos com a Palavra de Deus. Quando cantamos, é difícil ficar livre de emoções. Assim como o sentido do olfato pode evocar fortes associações e memórias, da mesma maneira o som da música tanto evoca quanto provoca as alegrias, tristezas, desejos, esperanças e sofrimentos do coração. Jonathan Edwards propôs que Deus nos deu a música “somente para incitar e expressar afeições religiosas”. O salmista parece encarnar essa ideia quando escreve: “De boas palavras transborda o meu coração” (Sl. 45.1).
Cantar, eu diria, é o meio pelo qual o povo de Deus se apropria da Sua Palavra e alinha suas emoções e afeições com as emoções e afeições de Deus.
Assim, não é surpresa que Paulo ordenaria que igrejas cantassem os salmos, e que o saltério fosse considerado o hinário da igreja. João Calvino chamou os salmos de “Uma Anatomia de Todas as Partes da Alma”, visto que ele oferece aos leitores palavras que eles podem colocar em suas próprias bocas para expressar toda a plenitude das emoções humanas. No prefácio de seu comentário em Salmos, Calvino escreve: “pois não há sequer uma emoção da qual alguém porventura tenha participado que não esteja aí representada como num espelho. Ou, melhor, o Espírito Santo, aqui, extirpa da vida todas as tristezas, as dores, os temores, as dúvidas, as expectativas, as preocupações, as perplexidades, enfim, todas as emoções perturbadoras com as quais a mente humana se agita”. Como podem os cristãos expressar o sofrimento de uma maneira piedosa? Ou tristeza, medo, dúvida? Eles ecoam os salmos, como Jesus fez diversas vezes.
Ainda assim, mesmo se as igrejas não tirem suas letras diretamente do saltério, elas devem considerar o equilíbrio dos salmos entre confissão, lamentação, exaltação e ação de graças, e buscar imitar algo semelhante em sua própria composição de hinos. Nós sabemos como lamentar em nossas igrejas através da música? E confessar?
Nas turmas de seminários, os futuros pregadores às vezes são advertidos: “A congregação terá tanto cuidado com a Palavra quanto você tem no púlpito”. O mesmo acontece, estou convencido, com o nosso canto na igreja e a nossa habilidade de encontrar Deus emocionalmente durante a semana. Uma congregação que aprende a cantar na igreja com confissão robusta e louvor contrito, sabe como cantar melhor a Deus com seus corações em casa, quer façam com melodia ou não.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

POR QUE A IGREJA CANTA? – Parte 2





A Palavra que ecoa
Igrejas cantam porque seus novos corações não conseguem evitar senão ecoar a Palavra que lhes deu vida. Quer essas canções tenham sido escritas no século 16 ou hoje, elas devem ecoar a Escritura. Se existe qualquer lugar onde a Palavra de Deus deva literalmente reverberar, deve ser nas canções da igreja. Lembre-se, a Escritura por si só dá vida.
Assim, as canções de uma igreja não devem conter nada mais do que palavras, paráfrases ou ideias da Escritura.
Nas igrejas, nós cantamos juntos porque isso nos ajuda a ver que os louvores, as confissões e as resoluções dos nossos corações são compartilhados por outros. Não estamos sozinhos. Cantar na igreja, acreditamos, trata-se tanto de ouvir quanto de cantar. Assim, Paulo nos manda “[Falem] entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Ef. 5.19, NVI). Se eu devo falar com os outros em forma de canção, devo ouvi-los também. De fato, às vezes eu paro de cantar para ouvir e agradecer a Deus pelas vozes à minha volta!
“Esses irmãos e irmãs partilham do meu coração, da minha nova identidade, do meu Senhor e Salvador, do meu conforto e auxílio, da minha esperança e ambição, da minha glória e alegria. Eu estou com eles, eles estão comigo, e nós estamos com Cristo”.

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