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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

“Doce e Suave”

De Raquel Roque

“Doce e Suave”

Eu quero ser doce
Pra abrandar...
A amargura das palavras,
O azedume dos corações,
O amargor das pessoas.

Eu quero sal
Pra temperar as palavras,
A vida e as reações,
Pra preservar o ambiente
E os relacionamentos.

Eu quero ser suave
Pra chegar e entrar
Sutilmente nos corações,
Dizer as verdades
Sem machucar as pessoas,
Com doçura e delicadeza.

Eu quero ser colorida
Pra alegrar os sonhos,
Colorir a realidade,
Emoldurar as lembranças
E realçar os olhos desbotados.

Eu quero ser perfume
Pra encher a vida,
Os ambientes e as pessoas
Com o aroma do amor,
Com o perfume da amizade,
Com o carinho do abraço.

Eu quero ser luz
Pra iluminar os olhares,
Clarear o sorriso
E iluminar os caminhos.

Eu quero ser farol
Pra acolher os perdidos
E dar-lhes segurança e rumo
Através da luz de Cristo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

SILENCIAR



Um dos grandes problemas que temos nos dias de hoje, tanto na vida espiritual quanto na vida material, é não praticarmos o silêncio.
Já percebeu como facilmente perdemos a concentração? Qualquer barulho, por mais simples que seja, nos tira o foco, chama a nossa atenção e nos desvia do objetivo.
Já não bastasse essa tendência natural, o mundo também estimula isso, pois tudo é muito “barulhento”: as músicas, os carros, a rua. Já percebeu que quando chegamos em casa a primeira coisa que fazemos é ligar o televisor ou o aparelho de som? Não “escutamos o silêncio”, não ouvimos a voz da natureza, não ouvimos nem mesmo o irmão que está ao nosso lado, que mora conosco, que trabalha no mesmo departamento, e ainda mais: não ouvimos a voz de Deus, que fala no silêncio.

“E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; e depois do terremoto um fog; porém o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, saiu e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele a voz do Senhor...” I Reis 19.11-13

As pessoas estão tão acostumadas com o ruído, o som alto, a agitação, que transferem esta ideia para Deus e esperam que Ele só fale com "voz de trovão” ou “no som de muitas águas”. Mas Deus nem sempre fala alto. Às vezes, Ele fala na brisa suave, com voz mansa e doce. Se não aprendermos a silenciar, não escutaremos Sua voz. Também não ouviremos o irmão, não escutaremos nem mesmo a nossa consciência. E é nesse ponto que o erro acontece, erro que pode modificar uma vida inteira.
Como seria bom se aprendêssemos a silenciar, como fazem os monges, os eremitas, os santos, os estudiosos, os místicos! Homens e mulheres que se refugiam em locais especiais, que são especiais justamente pelo silêncio, pela natureza, pela solidão. A Bíblia diz:

“Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor. Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele.” Lamentações 3.26, 28.

Quando não há ninguém por perto encontramos a Deus, encontramos nossos pensamentos, nosso íntimo, encontramos a nós mesmos.
O silêncio é a primeira canção que o ministro de música precisa ouvir, aliás, que todo ministro de Deus deve aprender a ouvir. Saber conviver com a solidão é sinal de maturidade espiritual.
A princípio não é fácil lidar com o silêncio, temos dificuldades. Mas isso é de se esperar, pois não estamos acostumados. No entanto, com disciplina e perseverança, tornamos o que não é natural em algo espontâneo.
Silencie! E ouça a mais bela voz de todas. Que voz é essa? Experimente silenciar!


Pense nisso...