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sábado, 2 de novembro de 2013

Torradas queimadas

“Quando eu ainda era um menino, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite distante, minha mãe colocou um copo com leite e um prato com torradas bastante queimadas, para o meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe, e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada pedaço.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por ter queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
- Amor, eu adoro torrada queimada.
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele realmente gostava de torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
- Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor cozinheiro do mundo.
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, relevando as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos

saudáveis e duradouros.
E essa lição serve para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e amigos.”
(autor desconhecido)


Pense nisso...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Superando as Dificuldades

“Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. Ela era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o seu tamanho. Fiquei observando e notei que a formiga a carregava com muito sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça e quando o vento batia, a folha tombava,
fazendo cair e rolar também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. 
Até que ela chegou a um pequeno buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: "Até que enfim, ela conseguiu!" Na verdade, havia apenas terminado uma etapa, pois a folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora, para entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo: ‘Coitada, tanto sacrifício para nada.’ Lembrei-me ainda do ditado popular: ‘Nadou, nadou e morreu na praia’.
Mas a pequena formiga me surpreendeu.
Naquele momento saíram do buraco outras formigas, e todas começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa e em pouco tempo, a grande folha havia se
transformado em pequenos pedaços que eram transportados facilmente para dentro do buraco.  
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.
Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei a força daquela formiga. 
Transformei minha reflexão em oração e pedi a Deus:
- Que me desse a tenacidade para enfrentar as dificuldades.
- Que me desse a perseverança para não desanimar diante das quedas.
- Que eu tivesse sabedoria para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta pesado demais.
- Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
- Que eu não desistisse da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem cair, transformando em dúvidas as minhas esperanças de sucesso; mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consiga ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria da coletividade que esperava lá dentro pelo alimento fez aquela formiga superar todas as adversidades da estrada. Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido diante dos desafios deste planeta de provas e expiações.”
(Autor Desconhecido)



Pense nisso...

QUEM (NÃO) AGRADECE

"Se esquece" de agradecer quem...

... é indiferente ao outro, como se nunca recebesse nada dele ou nunca devesse algo lhe oferecer;
... acha que tudo o que é vem do progresso de sua própria espécie individual ("vai, narciso");
... pensa que tudo o que tem é uma coletânea de conquistas obtidas sozinho;
... tem de si mesmo um conceito mais elevado do que convém;
... tem certeza que nunca precisará da mão do outro ou do sorriso do outro ou da palavra do outro;
... coleciona na parede emoldura quadros exclusivos para suas amarguras;
... tranca o seu coração, com chave sem código, para não ser aberto, até apodrecer o tesouro nele escondido.

Bem diferentemente, ser grato é coisa para quem...

... tem seu coração aberto para receber, sabendo que recebe até o que não convém, para o esquecer;
... não precisa de tudo o que tem e pode compartilhar um pouco do que tem, seja muito ou não o que lhe vem;
... procura oportunidades para agradecer, como um prazer que não pode ser experimentado secretamente para que seja realmente prazer;
... sabe que o que é não passa de prêmio imerecido da divina graça;
... sabe que o que tem veio pelo labutar desde a madrugada, mas também quando, entregue ao amor de Deus, estava sua alma sossegada;
... se permite aprender o ofício de agradecer;
... coleciona sobre sua mesa os troféus da gentileza;
.. sabe que o outro é também uma bela realidade e gosta desta verdade;
.. pendura pratos das viagens que fez aos corações queridos como céus na parede da sala tecidos;
... gosta de ter sido criado à imagem e semelhança de Cristo e o louva feliz, grato, por isto.

Israel Belo de Azevedo


Pense nisso!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escolhas

Você pode curtir ser quem você é, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode se divertir, brincar, cantar, dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não ficam bem para pessoas sérias e bem situadas como você.
Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode deixar tudo como está para ver como é que fica, ou, com paciência e trabalho, realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos, ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino por meio de ações concretas e caminhar firme em direção a ele, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou ou a um futuro que ainda não veio, e que, portanto, não lhe permite fazer nada.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu plano de vida.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua. E o importante é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar – sozinho e sempre – o peso das escolhas que fizer.

Compartilhei este texto para refletirmos sobre o poder das nossas atitudes. Como eu sempre digo em minhas palestras, não podemos escolher o que a vida vai colocar à nossa frente, mas podemos escolher como agir diante do que ela nos apresenta.

Paz e Alegria, 
Carlos Hilsdorf

PENSE NISSO...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Cada vez melhor

André é o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer. Está sempre de bom humor. Quando alguém lhe pergunta como está, a resposta é: “Cada vez melhor!”
Um dia, um amigo lhe perguntou:
- É impossível ser uma pessoa positiva 24 horas por dia. Como você consegue isso?
André respondeu:
- Toda manhã, ao acordar, digo a mim mesmo: “André, você tem duas escolhas hoje – ficar de bom humor ou ficar de mau humor”. Sempre escolho a primeira opção. Cada vez que algo de ruim me acontece, posso escolher bancar a vítima ou procurar algo positivo e aprender com isto.
- Ah, mas isso não é nada fácil – disse o colega.
- Sim, é fácil! A vida é feita de escolhas. Sempre há uma escolha. Você escolhe como reagir à situação e como as pessoas afetarão o seu humor. São nossas escolhas que definem nossas vidas.
Anos depois, eu soube que André havia cometido uma séria distração: deixou a porta de serviços de seu restaurante aberta pela manhã e foi rendido por assaltantes. Enquanto abria o cofre, a mão tremeu pelo nervosismo e ele errou a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte, foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para o hospital. Depois de vinte horas de cirurgia e semanas de tratamento, teve alta.

Quando o encontrei e lhe perguntei como estava, ele respondeu:
- Cada vez melhor!
E me contou o ocorrido:
- Eu estava caído no chão, ensanguentado, e lembrei que tinha duas escolhas: viver ou morrer. Escolhi viver.
- Você não teve medo?
- Os paramédicos foram ótimos, me diziam que tudo ia ficar bem. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: “Esse aí já era”. Decidi que tinha de fazer algo. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas e quis saber se eu era alérgico a alguma substância. Respondi: “Sim, claro”. Todos pararam para ouvir. Tomei fôlego e continuei: “Sou alérgico a balas!” Entre risadas, eu disse: “Escolhi viver, me operem com essa certeza.”
E até hoje, quando perguntam como ele está, a resposta é:
- "Cada vez melhor!"
(Do livro Atitudes Vencedoras, de Carlos Hilsdorf. Baseado em fatos reais).

André sobreviveu graças à competência dos médicos e graças à sua atitude. Todo dia temos a opção de viver plenamente. A vida é feita de escolhas.
Paz e Alegria, 
Carlos Hilsdorf 
PÁGINA OFICIAL: Carlos Hilsdorf


Pense nisso...

domingo, 27 de outubro de 2013

Quem dobrou seu paraquedas hoje?

Charles Plumb era piloto de avião na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões, seu avião foi abatido. Plumb saltou de paraquedas. Foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua experiência e o que havia aprendido na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem, que sorriu, dizendo:
— Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?
— Sim, como sabe? - perguntou Plumb, espantado.
— Era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
— Funcionou perfeitamente, caso contrário não estaria aqui hoje. Devo minha vida a você!
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando: 
Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse “Bom Dia”? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro aprendiz.
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente dobrando centenas de paraquedas, tendo em suas mãos a vida de pessoas que nem conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à platéia:
— Quem dobrou seu paraquedas hoje?

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Mas a correria do dia a dia é tanta que às vezes nos esquecemos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda de dizer um simples “bom dia”.
Que tal prestarmos mais atenção a estes pequenos gestos? Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples: um telefonema, um sorriso, um abraço, um agradecimento, um singelo OBRIGADO.
Paz e Alegria, 
PÁGINA OFICIAL: Carlos Hilsdorf


Pense nisso...