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Mostrando postagens de fevereiro 1, 2026

FRANCINE

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Em 1933, em Paris, nasceu uma menina numa família judia amorosa. Chamava-se Francine. Nada, absolutamente nada, indicava que a História viria devorar a sua infância. Sete anos depois, o mundo que ela conhecia deixou de existir. Em 1940, o pai, Robert, foi capturado pelos alemães e enviado para um campo de prisioneiros de guerra na Áustria. Entre arames farpados e torres de vigilância, conseguiu mandar uma mensagem para casa. Não era longa. Não era emotiva. Era um aviso. Corram. Saiam imediatamente. Não esperem. A mãe de Francine, Marcelle, entendeu. No verão de 1942, pegou a filha de nove anos pela mão e fugiu em direção à fronteira, apostando tudo na velocidade. Não foi suficiente. Foram presas. Por Robert ser prisioneiro de guerra francês, mãe e filha não foram deportadas de imediato. Em vez disso, receberam um rótulo que parecia menos cruel, mas não era: “reféns”. Durante dois anos, foram empurradas de campo em campo pelos corredores frios da França ocupada: Poitiers. Drancy. Pithiv...

SOBREVIVÊNVIA EMOCIONAL

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  Há um momento na vida em que deixamos de nos perguntar “o que há de errado comigo?”  e começamos a perguntar “porque continuo a tentar sentar-me onde nunca houve lugar para mim?”  A Teoria da Cadeira é simples e profundamente reveladora.  Todos nós temos uma mesa na vida.  Mas nem todas as mesas são para nós.  Há pessoas que, quando chegas, afastam uma cadeira sem dizer nada.  Criam espaço.  Olham-te nos olhos.  A tua presença é natural, legítima, bem-vinda.  Não precisas de provar valor, justificar quem és ou diminuir-te para caber. E depois há as outras mesas.  As que te deixam de pé.  As que te fazem esperar.  As que te testam constantemente para ver se “mereces” sentar-te.  As que te fazem duvidar de ti.  E aqui está a verdade que custa aceitar:  quando tens de pedir lugar repetidamente, o problema não és tu.  É a mesa. Insistir onde não há espaço desgasta, corrói a autoestima e cria relações ...