Obrigada.

Bem vindo(a)! Que você seja edificado(a) com as mensagens! Volte sempre!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ÁGUIA OU GALINHA?


“Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Isaías 40:31

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
_ Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia!
_ De fato, disse o homem. É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras. _ Não!!! Retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Um dia seu coração a fará voar nas alturas.
_ Não!! Insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
_ Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos e pulou para junto delas.
O camponês comentou:
_ Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
_ Não!!! Tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
_ Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas. O camponês sorriu e voltou a carga:
_ Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
_ Não!!! respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia e sempre possuirá um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
_ Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse uma nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte. Foi quando ela abriu suas potentes asas, ergueu-se soberana sobre si mesma e começou a voar, a voar para o alto, e cada vez mais para o alto. Voou e nunca mais retornou.

Existem pessoas que fazem você pensar como uma galinha. E você pode até pensar que realmente é uma galinha. Mas você é uma águia e precisa se comportar como águia. Va tem que abrir as asas e voar como águia. Você jamais deve se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar. Saiba que Deus, como aquele naturalista, está sempre a sussurrar:
_ Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
É porque Deus sabe para qual propósito Ele criou você. Ele conhece sua peculiaridade...
Deus quer você voando como a águia...
Deus não quer ver você ciscando como uma galinha...
Deus quer você nas alturas...
Deus chama você para ser uma águia e não uma galinha! Quando ciscamos só enxergamos o chão.
Com a visão totalmente limitada e para baixo perdemos a capacidade de enxergar os lindos horizontes.

Você é águia, não tem que agir como galinha, como alguém pode considerar normal. Eles querem que você pense assim, pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar você. As galinhas abaixam a cabeça para tudo, têm medo de tudo, têm medo das alturas. Medo, porque não enxergam além do chão que as circunda.

Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas sem medo de voar, de ser livre, de alcançar as alturas, pois foi para isso que Deus criou você! Porque... “Ele é o que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.” Salmos 103.5

Pense nisso!!!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Encorajamento


O apóstolo Paulo disse: “Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, e constantes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o seu trabalho não é vão.” I Co. 15.58.

Ser firme não significa ser uma muralha,
Intransponível, fria e dura.
Antes, significa continuar, prosseguir, Mover-se sempre olhando para o alvo,
Ainda que sofrendo, chorando...
Ainda que devagar por causa do peso da cruz que tem de carregar.

Ser constante não significa ser sempre o mesmo e nunca mudar.
Significa antes mudar as velas sem perder o rumo,
Pra aproveitar os ventos contrários.
Significa estender os passos até a beira do caminho
Pra alcançar as pessoas que estão à margem,
Pra abraçar quem está longe e trazer para perto.

Ser inabalável não significa ser insensível, frio e desapegado.
Antes, significa sentir a dor sem ser vencido por ela,
Chorar sem deixar que as lágrimas embacem o olhar,
Sofrer, nem sempre calado,
Porque compartilhar a dor nos fortalece e nos cura,
Nos mostra que somos humanos, e, por isso, falhos,
Dependentes de Deus e de outros humanos e falhos como nós.

Ser sempre abundante não significa trabalhar o tempo todo sem parar, sem descansar.
Porque se não paramos, adoecemos,
Se não reabastecemos, perdemos a força,
E somos paralisados pela nossa própria ignorância.

Ser abundante não significa ser auto suficiente e farto.
Antes, significa entregar todos os dias
O seu pouquinho nas mãos de Jesus
Como o lanche que alimentou a multidão.
Entregar sua pouca força,
Sua pouca fé, sua pouca capacidade,
Sua pouca perspectiva, sua pequena visão...
E esperar que Deus dê a abundância,
E nos use para alimentar os famintos.

Mas não basta ser abundante,
Temos de sê-lo na Obra do Senhor,
Porque Nele está nosso chamado,
Nele há fortalecimento na fraqueza,
Alegria que ultrapassa nossas dores,
Satisfação que excede as frustrações,
Sabedoria que excede nossas limitações,
Paz que excede nosso entendimento,
Sucesso apesar de nós...
E ainda recompensa.

Paulo disse isso, e podia dizê-lo com toda propriedade
Porque experimentou as dores do ministério,
As angústias da solidão,
As arranhaduras das unhas do maligno,
As marcas de Cristo e da sua própria cruz...
Mas venceu!
Foi abatido, mas não desanimou,
Foi surrado, mas não pereceu,
Sofreu com louvores nos lábios.
E, sendo ele homem como nós,
Como não passaremos o mesmo?
Como não seremos também provados?
Porque o Senhor dele e nosso
É quem nos faz mais que vencedores.

Portanto, meus amados irmãos,
Sejam firmes, constantes,
Inabaláveis, abundantes...
Pois o Senhor de Paulo e nosso
Tem para nós o mesmo prêmio.
Porque, afinal de contas,
O prêmio não depende das habilidades daqueles que vencem,
Mas da generosidade Daquele que nos habilita para vencer.


 Raquel Roque (Café em Comunhão, 24/08/13 )