PRECISAMOS DE REGRAS
Precisamos de regras para viver, mas gostamos de brigar contra elas. Lutamos contra a hora de acordar. Desafiamos as leis do trânsito. Recusamos, como se fosse razoável, até as leis naturais que coordenam o cosmos, como a da gravidade. Se há regras ruins -- e há --, feitas por aqueles que querem impor a desigualdade em benefício próprio e de seus iguais, temos que enfrentá-las até mudá-las. A existência de regras ruins não nos exime de seguir as boas. Se predomina o autoritarismo -- e, às vezes, predomina --, na elaboração ou na coordenação das regras, o processo pode e deve ser discutido, nunca a necessidade delas. Uma criança sem regras bem definidas não sabe por onde ir. Um adolescente sem regras interpreta que não é amado. Um jovem sem regras não sabe sequer o que não pensar. O profissional sem regras não tem esperança de crescer na sua empresa ou organização, como se estivesse num pesadelo. Precisamos de regras, lembrados que algumas delas funcionarão in...