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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Janeiro – mês de Janus

Ao primeiro mês do ano foi dado o nome de Janeiro em homenagem ao deus bicéfalo “Janus”. Esse deus possui duas faces, uma que olha para trás e outra que olha para frente. Era considerado deus das portas, dos portões e dos princípios, e sua imagem aparecia sempre gravada nas portas.

A fim de esclarecimento, devo informar que o verdadeiro Deus das portas, portões e princípios é o Senhor Jesus, nosso Deus e Salvador.
A Bíblia diz que Jesus é o princípio:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1.1
“Jesus é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Colossenses 1.18
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.” Apocalipse 22.13
“E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim.” Apocalipse 21.6

A Bíblia diz que Jesus é a porta:
“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.” João 10.7
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14.6

A Bíblia diz que somente Deus abre e fecha as portas e portões:
“E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:...” Apocalipse 3.7

Dito isto, e esclarecido, gostaria de usar apenas como alegoria o nome de Janus ou Janeiro. Neste sentido, nós devemos ser como Janus – um olhar para trás e um olhar para frente. Mas deve-se fazê-lo com cuidado.
Há pessoas que olham a vida toda para trás. Vivem de passado, de lembranças, na maioria das vezes tristes, amargas. Não conseguem prosseguir, progredir, porque estão sempre presas ao passado como a uma bola de chumbo. Elas azedam seu presente porque o misturam com o passado com prazo de validade vencido. Estragam seu relacionamento com as pessoas e até com Deus, pois não conseguem perdoar a si mesmos, aos outros e a Deus. Não conseguem se amar ou amar a outros, se culpam e culpam Deus por seus infortúnios.
Há também aquelas pessoas que vivem só de futuro. Estão sempre planejando, sonhando e se iludindo com uma visão muito além de sua situação. São visionários do impossível, do inatingível. São viciados em sonhos e desprovidos de ação. São aqueles que nunca tomam as rédeas de sua vida. Você conversa com eles e lhe mostram algo ultra, super, mega extraordinário, mas nunca tomam iniciativas para atingirem seus alvos. Ou, quando as tomam, não são perseverantes, desistem antes de ver seus sonhos se realizarem, os quais, por serem extremamente elevados, são inatingíveis ou quase.
Você pode aprender com o passado e realizar no futuro. Essa experiência de “Janus” pode ser muito produtiva. Mas você tem que saber lidar com as duas realidades juntas de modo que influenciem suas ações, porém com equilíbrio.
O presente pode e deve ser influenciado pelo passado, não para lembrar coisas e pessoas amargas, mas como aprendizado, para não cometer os mesmos erros ou reviver dores, mas para torná-lo forte para as dores do presente e do futuro e torna-lo esperto para não errar novamente. Serve para você não se esquecer de suas raízes, do seu início e avaliar até onde já chegou. Sem passado você não é ninguém no presente, não tem histórias para contar, não tem boas recordações.
O rei Davi sempre se lembrava do seu passado, e o apresentava a Deus em oração. Isso agrada ao Senhor. Ele dizia: “Ó Senhor, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras.” Salmos 116.16.

“Então entrou o rei Davi, e ficou perante o Senhor; e disse: Quem sou eu, Senhor Deus? e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? E ainda isto, ó Deus, foi pouco aos teus olhos; pelo que falaste da casa de teu servo para tempos distantes; e trataste-me como a um homem ilustre, ó Senhor Deus. Que mais te dirá Davi, acerca da honra feita a teu servo? Porém tu conheces bem a teu servo.” 1 Crônicas 17.16-18

Esta é a forma correta de olhar para trás. Mas também devemos olhar para frente. O futuro deve ser visto com bons olhos, com os olhas da fé. Ele sempre é promissor para os otimistas. O problema é olhar para ele com medo, insegurança, incerteza ou pessimismo.
Tem gente que nunca se arrisca, não enfrenta, não compra, não vende, não faz negócio, não se matricula, não promete, não se compromete, não se doa a novas descobertas e novas amizades.
O futuro é menos aterrorizante quando você conhece os planos de Deus para sua vida. As pessoas mais otimistas são aquelas que sabem aonde e como chegar, as que possuem planos bem definidos e estratégias para alcançá-los. Deus gosta de pessoas destemidas e de fé. Ele tem prazer de revelar-lhes o futuro. Observe Abraão. Seu passado era comum, seu presente era comum, mas Deus tinha para ele um futuro incomum. Tudo dependeria da sua fé.
“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12.1
Significa: Sai do teu passado, sai do teu presente e vai para o futuro que Eu tenho pra você! E Deus lhe diz isso todos os dias. Está dizendo agora a você!

“Então Deus o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência.” Gênesis 15.5

Deus hoje ainda nos chama pra fora da tenda do conformismo, pra fora da tenda do medo, da insegurança, pra fora do pessimismo, pra fora da nossa zona de conforto, a fim de nos mostrar quão lindo é o futuro que nos espera. Pode levar um tempo para que tudo se torne belo e agradável. Pode até levar anos, mas Deus sempre cumpre o que promete. Foi assim com José. Sonhou com um futuro glorioso, de excelência, mas passou momentos difíceis por mais de treze anos até que Deus cumprisse o que lhe mostrou em sonhos na adolescência.
Entenda: olhar para trás é bom, mas para aprender com ele, não para se entristecer, mas para se fortalecer. Mas olhar para frente também é muito bom, mas com o pé no chão, com planos e estratégias e, principalmente, com fé em Deus. O segredo é viver permanentemente no centro da vontade de Deus. Esta é a única forma segura de se construir uma história de vitórias e alegrias. Com Deus, passado, presente e futuro são sempre uma benção!

Pense nisso!

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