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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ADORADORES SOLITÁRIOS



Não é difícil perceber porque muitos do povo de Cristo hoje são crentes solitários no meio da multidão reunida na igreja. Eles se alegram quando o templo está repleto de pessoas, mas ficam perturbados se percebem que nada existe na igreja, exceto uma multidão barulhenta. Estão propensos a questionar, com admiração, se, afinal de contas, cem adoradores ou mesmo vinte e cinco não é preferível a uma multidão irreverente. Isto não deve ser confundido com uma mentalidade de pequeno rebanho. Não aplaudimos a teoria de que as igrejas devem sempre ser pequenas. Pelo contrário, em nossa opinião elas devem ser grandes. Pensamos que igrejas com mil membros não são grandes demais. Desejamos que nosso país se encha desse tipo de igrejas.
No entanto, ter muitos membros apenas por amor a números em geral é uma traição a Cristo. A liderança abaixa os padrões de santidade para atrair grande número de pessoas. Em um ponto crítico desse processo de diluição, a adoração deixa completamente de ser reconhecida como adoração por aqueles que andam em intimidade com Deus. O número de membros talvez aumente, mas o crente espiritual e solitário, que testemunha esse declínio, receia que o Espírito Santo esteja sendo abafado e Se retraindo. “Icabode” (Foi-se a glória de Israel) é o verdadeiro nome de tal igreja. É quase impossível acharmos comunhão espiritual. Os poucos crentes realmente santos que restam isolam-se e mantêm-se solitários.
Nenhuma solidão é tão difícil de ser suportada quanto a solidão experimentada em meio a multidões. Quantos crentes percebem essa situação em suas próprias igrejas! São os últimos a falarem sobre isso, porque são pessoas pacientes, dedicadas a oração e longânimes. Não é bom para seus pastores e líderes permitirem que situações como esta permaneçam em suas igrejas. Ao diluírem a adoração, atraíram à igreja multidões inconstantes, e entristeceram o coração dos justos.
Existem prejuízos visíveis resultantes desse tipo de mudança sobre a qual falamos. Um deles é o tratamento cruel demonstrado ocasionalmente à ovelhas fiéis que se recusam a mudar. Devido ao fato de que eles não podem, em boa consciência, seguir a debanda geral para abrilhantar a adoração a Deus, bons ministros do evangelho têm de abandonar suas igrejas. Não se leva em conta que eles passaram vinte ou trinta anos expondo com fidelidade e devoção a Palavra de Deus aos seus rebanhos. E qual é o seu crime? É resistirem ao clamor universal por inovações. Portanto, esses homens bons têm de ceder lugar ao menu de aprimoramentos que pastores jovens e líderes fracos insistem em oferecer à igreja.
Outro fruto menos agourento desse novo estilo de vida da igreja é o surgimento, em nossa época, da rejeição da lei de Deus na vida prática. Alguém pode evitar referir-se a isso em detalhes; mas o fato evidente é que os novos membros de igreja têm se revelado menos felizes em resistir à tentação do que os crentes antigos costumavam ser. Sem dúvida houve excesso de severidade na adoração praticada por igrejas do passado. Mas os crentes sentiam-se seguros. Eles não brincavam com a tentação. Não apelavam à carne. As pessoas vinham à casa de Deus com roupas estritamente adequadas e decoro completo. Infelizmente, isso não pode ser dito sobre muitos dos cultos modernos. Uma grande multidão diversificada na casa de Deus abaixa todo o nível da adoração. Todo pastor sabe que existem prejuízos morais resultantes dessa falta de santidade prática. Não deveria ser assim.
É uma consolação para as ovelhas de Cristo ‘não pastoreadas’ saberem que nos céus elas têm um Pastor que contempla seu estado. Precisam recordar sua verdadeira posição, retratada pelo Pastor em passagens bíblicas como Ezequiel 34. Estão solitárias por causa da incompetência e inaptidão de seus líderes. Os outros crentes não as amam nem desejam sua companhia, porque são ‘muito espirituais’ para sua geração. Mas um dia Cristo exigirá de seus pastores negligentes uma explicação para essa negligência. Além disso, o próprio Senhor Jesus tomará para Si mesmo Seu povo solitário e desprezado, outorgando-lhes sua graciosa presença, nesta e na vida por vir.
Os crentes solitários de nossos dias devem meditar nessas palavras maravilhosas:
“Estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas. Eis que Eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão; apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem. Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi [Cristo] será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ez. 34.10,11,12,14,17 e 24)
Com tais promessas, quem não desejaria estar sozinho com Cristo por breve tempo nesse mundo?

Pense nisso!

 (EXTRAÍDO)

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