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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Encorajamento


O apóstolo Paulo disse: “Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, e constantes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o seu trabalho não é vão.” I Co. 15.58.

Ser firme não significa ser uma muralha,
Intransponível, fria e dura.
Antes, significa continuar, prosseguir, Mover-se sempre olhando para o alvo,
Ainda que sofrendo, chorando...
Ainda que devagar por causa do peso da cruz que tem de carregar.

Ser constante não significa ser sempre o mesmo e nunca mudar.
Significa antes mudar as velas sem perder o rumo,
Pra aproveitar os ventos contrários.
Significa estender os passos até a beira do caminho
Pra alcançar as pessoas que estão à margem,
Pra abraçar quem está longe e trazer para perto.

Ser inabalável não significa ser insensível, frio e desapegado.
Antes, significa sentir a dor sem ser vencido por ela,
Chorar sem deixar que as lágrimas embacem o olhar,
Sofrer, nem sempre calado,
Porque compartilhar a dor nos fortalece e nos cura,
Nos mostra que somos humanos, e, por isso, falhos,
Dependentes de Deus e de outros humanos e falhos como nós.

Ser sempre abundante não significa trabalhar o tempo todo sem parar, sem descansar.
Porque se não paramos, adoecemos,
Se não reabastecemos, perdemos a força,
E somos paralisados pela nossa própria ignorância.

Ser abundante não significa ser auto suficiente e farto.
Antes, significa entregar todos os dias
O seu pouquinho nas mãos de Jesus
Como o lanche que alimentou a multidão.
Entregar sua pouca força,
Sua pouca fé, sua pouca capacidade,
Sua pouca perspectiva, sua pequena visão...
E esperar que Deus dê a abundância,
E nos use para alimentar os famintos.

Mas não basta ser abundante,
Temos de sê-lo na Obra do Senhor,
Porque Nele está nosso chamado,
Nele há fortalecimento na fraqueza,
Alegria que ultrapassa nossas dores,
Satisfação que excede as frustrações,
Sabedoria que excede nossas limitações,
Paz que excede nosso entendimento,
Sucesso apesar de nós...
E ainda recompensa.

Paulo disse isso, e podia dizê-lo com toda propriedade
Porque experimentou as dores do ministério,
As angústias da solidão,
As arranhaduras das unhas do maligno,
As marcas de Cristo e da sua própria cruz...
Mas venceu!
Foi abatido, mas não desanimou,
Foi surrado, mas não pereceu,
Sofreu com louvores nos lábios.
E, sendo ele homem como nós,
Como não passaremos o mesmo?
Como não seremos também provados?
Porque o Senhor dele e nosso
É quem nos faz mais que vencedores.

Portanto, meus amados irmãos,
Sejam firmes, constantes,
Inabaláveis, abundantes...
Pois o Senhor de Paulo e nosso
Tem para nós o mesmo prêmio.
Porque, afinal de contas,
O prêmio não depende das habilidades daqueles que vencem,
Mas da generosidade Daquele que nos habilita para vencer.


 Raquel Roque (Café em Comunhão, 24/08/13 )

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