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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Haja o que houver...

Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:
_ Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado!
Aconteceu, nesta época, um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes. Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho estava na escola.
Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...
Tomado de uma enorme tristeza, ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida): "Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado". Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A Voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia); o corredor... Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.
Portão... Corredor... Virou à direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo, desolado. E continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você". E ele não estava...
Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais que, embora bem intencionados e também desolados, tentavam afastá-lo de lá
 dizendo:
_ Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. Vá para casa.
Ao que ele retrucava:
_ Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava. E pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida...
Havia outros locais com mais esperança de sobreviventes. Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
_ Você vai me ajudar?
Mas eles também o abandonavam. Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...
_ Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco as pessoas que queiram te ajudar, pois continuam havendo explosões e incêndios.
Ele retrucava :
_ Você vai me ajudar?
_ Você está cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da Desgraça...
_ Você vai me ajudar?
Um a um, todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali. 5, 10, 12, 22, 24, 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto.
Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
_ Pai... estou aqui!
Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
_ Você está bem?
_ Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
_ Tem mais alguém com você?
_ Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo. Estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem.

Apenas conseguia se ouvir seus gritos de alegria.
_ Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... "Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado".
_ Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
_ Não! Deixe-os saírem primeiro. Eu sei que haja o que houver... Você estará me esperando!
(Esta história é verídica)

É bom sabermos também que haja o que houver DEUS sempre está ao nosso lado.
Pense nisso da próxima vez que você desanimar, por algum motivo...

“Eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei.” Isaías 41.17

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