A IRA
Conhecemos realmente as pessoas quando são contrariadas. Quando uma brisa toca contra seu corpo, comportam-se como vulcões cujas lavas arrasam os que não conseguem correr. Talvez digam que estão indignadas. Não é verdade: estão iradas. Talvez gritem que estão defendendo uma causa legítima. Não é verdade: estão iradas. A ira é incapaz de construir, porque seu único alvo é a destruição do adversário. A ira jamais aceita a realidade, se for diferente da sua pretensão. Uma vez que não visa a paz, a ira nunca tem razão. Ou: nunca deveria ter. Todos temos que nos avaliar como reagimos à contrariedade, realidade que não temos como evitar. Se a ira for um sentimento que guardamos, ela explodirá; mesmo que nos isolemos numa imaginária ilha, vamos nos irar contra o sol, quando precisarmos de chuva. Conheçamos as situações que fazem o gatilho da morte disparar a partir da casa do nosso coração. Contemplemos os males da fúria. Depois, prestemos atenção ao que nos provoca a...