SORVENDO O VENENO
Num momento do dia, você recebe um elogio pelo seu trabalho, que lhe deixa animado. Quanto tempo você sorverá a sorridente palavra de apreço? Acontece também de, no mesmo dia ou em outro, você receber uma crítica ou uma reprovação. Quanto tempo a palavra, como se fosse um veneno, circulará por suas veias? Assim como temos a tendência em ver um minúsculo borrão de massa de tomate na roupa branca e ignorar toda a extensão da roupa intocada, incomodamo-nos com a palavra negativa. Fazemos um esforço intelectual para analisar a crítica. Se a consideramos justa, duvidamos da intenção de quem a fez. Se a consideramos injusta, lamentamos ter sido escolhidos como alvo de quem a proferiu. Por que, ao contrário, não seguimos em frente? O roteiro da razão é simples: se a crítica não procede, não devemos nos importar com ela; se procede, devemos agradecer por ela. No entanto, não é assim que o nosso coração se comporta. Então: não custa repetir o ideal, nestes casos. Devemos saber que a crític...